quarta-feira, 31 de março de 2010


SEMANA DA LEITURA NA ESCOLA EB1/JI DO GERÊS


No dia um de Março começámos a nossa Semana da Leitura com a actividade dos encarregados de educação do Jardim de Infância. Essa actividade foi a dramatização de um conto sobre a poluição da Natureza. Nesta peça, onde o cenário nos envolvia como se estivéssemos lá, entrava o Pedrinho que era pescador, o Joãozinho, que era o poluidor, e a Guardiã do Rio, que era a protectora da Natureza. Foi uma história onde todos aprendemos que é fundamental preservarmos a Natureza, não a poluindo, pois ela é muito importante para todos nós.


No dia dois, tivemos actividades de manhã e da parte da tarde. De manhã, a professora bibliotecária do Agrupamento, Teresa Silva, veio à nossa escola ler a história “O menino que não gostava de ler”. Na verdade ele gostava de ler, mas não conseguia porque não tinha óculos, era “míope ou estigmático”. Esta história acabou em bem porque o menino encontrou um velhote que o ajudou a ultrapassar esta dificuldade. De seguida estivemos a ver os dez Direitos do Leitor.
Na parte da tarde assistimos às histórias lidas pelas funcionárias da nossa escola. A dona Adelaide leu “A Galinha Medrosa”, A dona Rosa “História de um filho que disse ao pai que preferia a vida de cão” e a dona Fernanda leu “A turma da alegria e da geografia”. Seguiu-se um teatro de fantoches de dois excertos do livro “Abecedário Maluco” narrados pelo Lobo Mau (educadora Cristina) e pelo Capuchinho Vermelho (educadora Luísa).


No terceiro dia foi a vez dos encarregados de educação da turma F fazerem a apresentação das suas histórias. Iniciou-se com a leitura do texto “O menino que queria voar”, seguiu-se a leitura do conto da “Gata Borralheira”, depois “Com a bola pequenina” e por fim “O grilo verde”. Todos os alunos estavam atentos e vidrados nas histórias apresentadas pelos pais.
No último dia, da parte da manhã a professora Fernanda leu um excerto da obra “O Principezinho” auxiliada de imagens de um power point e terminou com a leitura de um poema, da sua autoria. Seguiu-se a leitura da obra da “Beatriz e o Plátano” pelo Professor Marco também auxiliada com imagens de um power point. Na parte da tarde os encarregados de educação da turma G, leram o conto “Pimpolho Piolho”, depois a “História de um botão” e por fim “As aventuras do Paulo”.
Ao longo da semana vivemos momentos fantásticos onde reinou a alegria e o entusiasmo, quer por parte dos alunos quer por parte de todos os leitores que participarem nesta actividade.









O Meu Poema

Ai como é bom
Aprender a ler,
A saber ler
E gostar de ler…

Com os livros
Podemos viajar,
Podemos divagar,
Podemos também sonhar!...

Ai como é bom
Sonhar a ler,
Ler a sonhar.
Ai como é bom aprender
O que os livros têm para dar.

Nesta semana especial
Dedicada à Leitura,
Vamos lá meus meninos
Passar olhos pela cultura!...

Professora: Fernanda Oliveira


terça-feira, 23 de março de 2010


A POESIA NA BIBLIOTECA ESCOLAR RAMALHO ORTIGÃO…


O Dia Mundial da Poesia foi assinalado com a realização de um teatro de fantoches intitulado “As três poetas”.

As actrizes do teatro foram Cristina Barbosa, Laurinda Fins e Teresa Silva.

O público do teatro foram os alunos do quinto ano de escolaridade.

sexta-feira, 5 de março de 2010


SEMANA DA LEITURA

Na semana de um a cinco de Março o Agrupamento de Escolas comemorou a Semana da Leitura.

As actividades realizadas foram diversas e muito enriquecedoras.


Hora do Conto “O Menino que Não Gostava de Ler”

No dia dois e quatro de Março os alunos das EB1/JI do Agrupamento assistiram à hora do conto e descobriram os Dez Direitos do Leitor. A actividade foi dinamizada nas Bibliotecas Escolares da EB1/JI de Rio Caldo e do Gerês (professora bibliotecária Teresa Silva) e na Biblioteca Escolar Ramalho Ortigão para os alunos da EB1 de Valdosende (educadora Laurinda Fins e técnica Cristina Barbosa).

Direitos do Leitor

Os dez Direitos do Leitor foram apresentados aos alunos das EB1/JI e foram oferecidos em marcadores de livros à comunidade educativa que requisitou livros para leitura domiciliária.



Mural “LER É…”
Na Biblioteca Escolar Ramalho Ortigão a comunidade educativa pode deixar a sua mensagem…




“Vamos Ler!”

Os alunos do curso EFA básico e do curso EFA secundário participaram activamente na actividade de leitura “Vamos Ler!” na Biblioteca Escolar Ramalho Ortigão. Num ambiente descontraído a leitura fez-se ouvir…

“Maratona de Leitura

As turmas do 2º e 3º ciclo da Escola EB2,3/S de Rio Caldo na área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado participaram no desafio que lhes foi proposto – uma “Maratona de Leitura”. Os livros lidos foram diversificados: “Homenagem ao papagaio verde” de Jorge de Sena, “O Planeta Azul” de Luísa Ducla Soares, “Á beira do lago dos encantos” de Maria Alberta Menéres, …

quinta-feira, 4 de março de 2010


AUTOR DO MÊS – Ramalho Ortigão




(1836-1915)

Vida e Obra


José Duarte Ramalho Ortigão nasceu no Porto, na Casa de Germalde, freguesia de Santo Ildefonso. Era o mais velho de nove irmãos, filhos do primeiro-tenente de artilharia Joaquim da Costa Ramalho Ortigão e de D. Antónia Alves Duarte Silva Ramalho Ortigão.
Viveu a sua infância numa quinta do Porto com a avó materna, com a educação a cargo de um tio-avô e padrinho Frei José do Sacramento. Em Coimbra, frequentou brevemente o curso de Direito, começando a trabalhar como professor de francês no colégio da Lapa, no Porto, de que seu pai era director, e onde ensinou, entre outros, Eça de Queirós e Ricardo Jorge. Por essa altura, iniciou-se no jornalismo colaborando no Jornal do Porto.
Em 24 de Outubro de 1859 casou com D. Emília Isaura Vilaça de Araújo Vieira, de quem veio a ter três filhos: Vasco, Berta e Maria Feliciana.
Ainda no Porto, envolveu-se na Questão Coimbrã com o folheto "Literatura de hoje", acabando por enfrentar Antero de Quental num duelo de espadas, a quem apodou de cobarde por ter insultado o velho António Feliciano de Castilho. Ramalho ficou fisicamente ferido no duelo travado, em 6 de Fevereiro de 1866, no Jardim de Arca d'Água.
No ano seguinte, em 1867, visita a Exposição Universal em Paris, de que resulta o livro Em Paris, primeiro de uma série de livros de viagens. Insatisfeito com a sua situação no Porto, muda-se para Lisboa com a família, agarrando uma vaga para oficial da Academia das Ciências de Lisboa.
Ramalho Ortigão tornara-se uma das principais figuras da chamada Geração de 70. Vai acontecer com ele o que aconteceu com quase todos os membros dessa geração. Numa primeira fase, pretendiam aproximar Portugal das sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais. Desiludidos com as Luzes europeias do progresso material, porém, numa segunda fase voltaram-se para as raízes de Portugal e para o programa de um "reaportuguesamento de Portugal". É dessa segunda fase a constituição do grupo "Os Vencidos da Vida", do qual fizeram parte, além de Ramalho Ortigão, o Conde de Sabugosa, o Conde de Ficalho, Marquês de Soveral, Conde de Arnoso, Antero de Quental, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Carlos Lobo de Ávila, Carlos de Lima Mayer e António Cândido. À intelectualidade proeminente da época juntava-se agora a nobreza, num último esforço para restaurar o prestígio da Monarquia, tendo o Rei D. Carlos I sido significativamente eleito por unanimidade "confrade suplente do grupo".
Na sequência do assassínio do Rei, em 1908, escreve D. Carlos o Martirizado. Com a implantação da República, em 1910, pede imediatamente a Teófilo Braga a demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda, escrevendo-lhe que se recusava a aderir à República "engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação". Saiu em seguida para um exílio voluntário em Paris, onde vai começar a escrever as Últimas Farpas (1911-1914) contra o regime republicano. O conjunto de As Farpas, mais tarde reunidas em quinze volumes, a que há que acrescentar os dois volumes das Farpas Esquecidas, e o referido volume das Últimas Farpas, foi a obra que mais o notabilizou por estar escrita num português muito rico, com intuitos pedagógicos, sempre muito crítico e revelando fina capacidade de observação. Eça de Queirós escreveu que Ramalho Ortigão, em As Farpas, "estudou e pintou o seu país na alma e no corpo".
Vítima de um cancro, recolheu-se na casa de saúde do Dr. Henrique de Barros, na então Praça do Rio de Janeiro, em Lisboa, vindo a falecer em 27 de Setembro de 1915, na sua casa da Calçada dos Caetanos, Freguesia da Lapa.

Obras
  • 1870 - O Mistério da Estrada de Sintra (com Eça de Queirós).
  • 1870-71 - Correio de Hoje.
  • Em Paris.
  • Biografia de Emília Adelaide Pimentel.
  • 1871-72 - As Farpas (com Eça de Queirós)
  • 1871-1882 - As Farpas.
  • 1875 - Banhos de Caldas e Águas Minerais.
  • 1876 - As Praias de Portugal
  • Teófilo Braga: Esboço Biográfico.
  • Notas de Viagem.
  • Pela Terra Alheia: Notas de Viagem.
  • A Lei da Instrução Secundária na Câmara dos Deputados de Portugal.
  • 1883 - A Holanda.
  • 1887 - John Bull - Depoimento de uma testemunha acerca de alguns aspectos da vida e da civilização inglesa.
  • 896 - O Culto da Arte em Portugal.
  • 1908 - D. Carlos o Martirizado.
  • 1911-14 - Últimas Farpas.
  • 1914 - Carta de um Velho a um Novo.